sábado, 5 de maio de 2012

Marta, a menina calada

Encontrei este texto em um livro infantil, bem antigo, e me identifiquei com as palavras inocentes, as quais dizem uma grande verdade. Me deu até vontade de ilustrar a história, por isso fiz um desenho.

Marta,  a menina calada

Marta é o nome da menina da nossa história.
Marta não estava morta, mas quase...
Se eu contar vocês não vão acreditar,
mas é a pura verdade.

Marta estava quase morta.
Tinha alguma doença no corpo? Alguma coisa
nos intestinos, no fígado, no coração ou nos pulmões?
Nada, Marta tinha uma saúde de ferro.
Forte, bem nutrida.
O problema de Marta era outro. Qual?
Já, já, vocês vão saber.
Já ouvi histórias de gente que engole fogo,
gente que engole giletes,
gente que engole espadas,
gente que engole pregos.
Pois é, Marta engolia... sentimentos!
Levava desaforo para casa e escondia seus beijos e carinhos.
O pensamento que mais repetia para si mesma era:
"Em boca fechada não entra mosquito".

Naava Bani. A menina que engolia sentimentos. São Paulo,
Maltese, 1990.

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